Este é - quase - o nosso fim: Nossa despedida.





Escrevi no Um E sobre Tudo por muito tempo e não planejava que algum dia viria a parar. O fato é que a abordagem de conteúdos e o tipo de fórmula adotado chegou ao ponto de não me agradar mais. Torço para que isto seja comum "nas melhores famílias".

Pelo tipo de escrita que me pareceu cada vez mais desgastada resolvi parar e, é claro, começar tudo do zero. Este blog não terá mais atualizações, correções, ou os comentários serão respondidos. É o fim do Um E sobre tudo. Atualmente (na data de publicação deste post) eu encerro oficialmente o Um E sobre Tudo e inicio o DesCoise, que apesar de não possuir mais nenhuma ligação ainda carrega muito do que aprendi com este blog.

Aos "comentadores" que tanto discutiram comigo durante este longo tempo que ficamos juntos, o meu eterno "muito obrigado".


Abusos policiais e governamentais- Quando a força fala mais que a verdade.


Para defensores da profissão, ou praticantes da mesma, pode parecer cada vez mais difícil ver que acusações e receios de todos os lados se tornam cada vez mais frequentes. Mas o mito de atos abusivos de policiais parece se desfazer nos relatos por parte deles próprios, esta profissão essencial, de fato tem ligações com as acusações de abusos, ou isto não passa de pura e simples "intriga da oposição"?

O aborto, a vida, a vontade e a religião - Uma análise completa sobre a polêmica



"O que discutir diante da vida que está por vir?" Os argumentos apaixonados surgem de todos os lados, enquanto, em uma proporção menor, alguns gritam em nome dos direitos da mulher e do respeito as escolhas. Mas estaríamos incorretos em considerar válido o aborto? Estupros, sexo sem prevenção, risco de morte para a mãe, bebês incompatíveis com a vida e tudo mais são fatores incrivelmente influenciadores, e mais ainda presentes. A discussão não deveria ter terminado onde terminou.

Menos mistério e mais ação - Uma entrevista com o Anonymous Brasil

Anonymous - Entrevista

Um grupo de hacker que invade, derruba, rouba, monitora e destrincha sistemas inteiros a procura de informações que sejam úteis a população. Para alguns, inimigos imaginários capazes de iludirem todo o povo em nome de uma liberdade já dominada, para outros, heróis revolucionadores que atuam combatendo o crime e defendendo a democracia. Mas entre os extremos, o que será que verdadeiramente existe?

Rio em chamas - Tudo sobre o que já esquecemos

Diretores:
 Daniel Caetano, Eduardo Souza Lima, Vinícius Reis, Cavi Borges, Diego Felipe Souza, Luiz Claudio Lima, Ana Costa Ribeiro, Ricardo Rodrigues, Vítor Gracciano, Luiz Giban, Clara Linhart e André Sampaio.
Duração aproximada: 150 min

Rio em chamas crítica - Protestos Brasil 2013/2014


Todo momento histórico um dia já foi presente, isto é um fato verídico, e da mesma maneira, algumas vezes os momentos históricos não se reconheceram como tais em um primeiro momento, mas, após certo tempo dedicado para uma averiguação dos fatos, a conclusão pode ser unânime. Isto se aplica as manifestações que se expandiram em todo o Brasil e logo depois explodiram furiosamente carregando junto tudo o que se via.

A mídia, presa as suas relações comerciais (corretas ou não) pouco ou nada fez para que o destaque fosse entregue de mão beijada aos protestos pacíficos e não aos violentos. Este, com certeza foi um momento onde nem sequer a mídia era capaz de documentar adequadamente os pontos de discussão que na maioria das vezes poderiam ser sintetizados em "Um Brasil melhor". A reposta truculenta e impensada do governo tomou todas as páginas dos principais jornais, mesmo que na maior parte das vezes defendida por máscaras que não eram proibidas.

E sem a mídia comum, como estas manifestações seriam documentadas?  A resposta é dada pelo documentário Rio em Chamas que conta a historia das manifestações de 2013 até a chegada da copa do mundo em 2014.




O Rio e a chama


O documentário Rio em Chamas é a perfeita representação do que os manifestantes diriam se estivessem na mídia comum com o devido espaço. O documentário, que segundo os seus próprios criadores pode ser classificado como documentário/manifestação mostra por toda a sua duração de forma clara como a polícia agiu, e como os civis opinaram incluindo apresentações artísticas simbólicas que guiam delicadamente tema a tema, do funk ao fogo.

Em uma entrevista feita pelo jornal O globo Daniel Caetano (um dos diretores do projeto) quando questionado quanto a origem da ideia para o projeto, respondeu:

No momento em que as ruas do Rio começaram a se incendiar, a gente ficava naquela agonia de quem precisa se manifestar. Então a gente sentiu que precisava fazer um filme como uma manifestação: trazendo o que cada um quer expressar, a partir de uma energia comum que moveu a todos. Foi daí que rolou a idéia do “Rio em chamas”. Cada um dos diretores cuidou de produzir um episódio para falar desse ambiente atual do Rio – a ideia se desenhou entre julho e agosto, e em setembro já tinha coisa sendo filmada. Além desses episódios independentes, que foram entregues montados, usamos também muitas imagens feitas pelos cinegrafistas Tamur Aimara e Guilherme Fernández , que já vinham filmando manifestações públicas desde junho de 2013 - e continuam em atividade. Tanto que as últimas imagens mostradas no filme foram registradas há menos de dois meses. - Daniel Caetano, O Globo (29/05/2014)

O documentário também traz diversas opiniões e representantes dos tão polêmicos Black Blocs com sua face coesa. O documentário completo para assistir online você encontra abaixo.






Acredito que a dita grande mídia começou a perceber o poder crescente dos registros independentes, sejam estes amadores ou profissionais. Mas o que me impressiona mais não é o que foi aprendido, é o que segue sendo ignorado. A pauta da violência policial vem sendo gritada há um ano pelas ruas e, embora essa seja uma tradição sinistra que remonta no mínimo ao período ditatorial (mas certamente com raiz bem mais antiga), tanto os candidatos quanto os jornais seguem aceitando com naturalidade as bombas de gás em multidões e com pesar os mortos nas favelas. Se um grupo numeroso de pessoas faz um protesto porque uma pessoa da sua comunidade foi morta, fica complicado aceitar que a única preocupação das autoridades e da mídia seja resolver os problemas de trânsito decorrentes disso. - Daniel Caetano, O Globo (29/05/2014)