Morte banalizada: As piores tragédias tornaram-se comuns, e agora?

 A morte é a coisa mais misteriosa que o ser humano consegue enxergar (pelo menos a curto prazo), a prova disso é a sua presença em religiões, ciências, crenças e muito mais.

 O medo da morte é algo que leva os seres humanos a tremerem na base literalmente. O medo da morte é uma das maiores causas de desafio as leis. Mas afinal, a morte (dos outros) está sendo banalizada?

Temos programas especializados em tragédias e que se vendem como programas informativos, eu não gostaria de citar nomes, e nem dizer que me refiro aos "Cidades alertas", "Se liga bocões" (só pra quem é baiano), Balanços gerais, "Linhas diretas" e etc, que se vendem com um formato QUASE jornalístico.



A morte seria portanto algo místico e que leva o ser humano a ser confrontado com as maiores mentiras e verdades do universo ou o fim de vida de mais um cidadão entre 194 milhões de brasileiros?

Vamos nos aprofundar com um trecho de uma pequena publicação disponível originalmente no site da Folha de São Paulo:
Morte de capuz segurando crucifixo
"O artigo '3 versus 30', de Eliane Cantanhêde, que chama a atenção sobre a morte de 29 moradores de rua e mais um viciado em Goiânia, me fez lembrar da pensadora alemã Hannah Arendt, que falava da 'banalidade do mal'.

Enquanto nos indignamos com as mortes de três pessoas em Boston, nos EUA, por aqui temos um holocausto quase diário, e nós estamos perdendo a sensibilidade da indignação. Como diz a colunista, no fim do artigo, 'É como se as vítimas, já tão punidas pela vida, não fossem nada, apenas um fardo, um acidente. E os direitos humanos, onde ficam?'.
A banalização da morte e a falta de respeito pela vida no Brasil estão nos tornando um país selvagem. Pobre vida, pobre Brasil!"


Quadrinho, dois homens alegam que matando pessoas não consegiuirão ficar famosos já que a morte já está banalizadaComo se já não bastassem todos os chamativos programas que tratam puramente da morte e se alegam "Jornais"  ainda temos que aguentar hipócritas na TV que sempre chingam os governos locais e depois simplesmente deitam sua cabeça em seus travesseiros de plumas importadas e dormem. Atiçam a multidão até conseguirem ganhar as suas moedinhas no fim do mês e depois não fazem nada.

É muito simples gritar pena de morte em um país repleto de holocaustos, da mesma maneira que é simples dizer que "fulano morreu" e entrevistar marginais que brincam com a moral dando risada muitas vezes por terem matado, estuprado ou mesmo que se orgulham de terem feito tal coisa.

No fim das contas, quanto vale a vida?


Sim, talvez 30 ou mais anos atrás esta mesma pergunta tenha sido feita, mas antes provavelmente em outras circunstâncias, hoje, temos que fazer tudo isto simplesmente porquê está ficando muito difícil enxergar mortes que estão na cara.

Centenas de cruzes representando mortos distribuídas na arei da praia com família e amigos a frente de frente para o marAlém dos diversos efeitos causados pela não compreensão total do significado da morte, ainda temos que lidar com a visão dela todos os dias. E como o dito no vídeo acima, ainda temos que lidar com um conjunto de leis classicista. A vida, deveria ser a coisa mais importante, a coisa que mais deveríamos preservar e no entanto, nos estranhamos cada vez menos com o fato de termos todos os dias 150 mortos por homicídio. Temos todos os dias 150 pessoas mortas de maneira trágica, 150 famílias que vão ficar sem um amor, esposas sem maridos e filhos sem mães. E simplesmente apontamos o dedo para a tela e dizemos que o imbecil que está lá abrindo a boca à toa tem razão.

Eles trabalham para fazer com que o assaltante tenha cada vez menos medo, e que cada vez mais os terrores fiquem cara a cara com você e com cara de palhaços. Quem nunca se deparou com um dos palhaços prisioneiros e drogados? Somos como donos de circos pondo nossos macacos em gaiolas e os embebedando para fazermos dançá-los e nos esquecer que este palhaço tem uma família desesperada que depois será humilhada e/ou mesmo que este macaco, poderia ter te matado. E te matar, implica na tristeza de sua família, sim, espero você sair da frente do computador e dar a volta olhando para eles. Viu o quanto uma vida é importante?

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E como devemos lidar com a morte?


Morte, em formato de cartoon um revólver solta fumaça após ter sido usado contra homem morto mais a frenteValorizando-a? Não e sim, olhemos para a vida de cada morto. Lembremos que ali, tudo está indo. Cada dor, cada dificuldade, cada história engraçada, como se o teatro fechasse as portas.

Estamos dando cada vez mais importância para a mídia, e esquecendo cada vez mais dos mortos ao lado.

Será que a mídia corrompeu a um ponto tão alto a mente humana? Será que fomos tão corrompidos que até a MORTE só enxergamos pela televisão ou internet? Olhem, vejam quem são os apresentadores do circo e descubram quem são os palhaços.


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